sábado, 19 de dezembro de 2009



Depois de algum tempo percebe-se a diferença, a subtil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. Aprende-se que não importa em quantos pedaços o nosso coração foi partido, o mundo não pára para que o arranjemos. E aprende-se que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa-se a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. Começa-se a aprender que não se deve comparar com o que os outros têm, mas com o melhor que se pode ter. E aprende-se que não importa o quanto nós nos importamos, algumas pessoas simplesmente não se importam. E começam-se a aceitar as nossas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto, e não com o "olhar para o lado" de uma criança. E que o que importa não é o que nós temos na vida, mas quem temos na vida.

Aprende-se que o tempo não é algo que possa voltar para trás.